Startup Mercado Único conecta estoques remanescentes de marcas de roupas de luxo a brechós

9 set 2026 - 04h58

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- Por: Maria Clara Andrade

Startup Mercado Único atingiu valor de mercado de R$ 30 milhões

Foto: Divulgação

A startup Mercado Único atingiu valor de mercado de R$ 30 milhões este ano, a partir de uma solução de negócio inovadora. A empresa conecta grandes marcas de luxo ao mercado de brechós, por meio da venda de lotes de peças que ficaram paradas nos estoques das primeiras. O curioso é que as marcas com que o Mercado Únido trabalha não são divulgadas ao público.

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"Nós temos a estratégia de trabalhar com confidencialidade para preservar as marcas parceiras", explica Juliano Melo, co-founder e CRO da empresa. A ideia é que a startup nunca atue como uma concorrente das grandes marcas, mas uma parceira.

É pela mesma linha de raciocínio que a empresa atende exclusivamente a brechós, que são rigorosamente selecionados através da análise de informações enviadas via formulário no site do Mercado Único.

"Porque a chance de gerar atrito com os nossos parceiros, que já vendem para aquele cliente, é enorme. Então, a gente já agradece e explica que o nosso foca fundamentalmente é no perfil de brechós", afirma Melo.

Com tal parceria, a startup que foi fundada em 2024 está na "casa das dezenas altas" de marcas parceiras, segundo revela Melo, preservando ainda mais o mistério.

Com relação ao número de brechós parceiros, ele compartilha que hoje são mais de 3 mil cadastrados, com CNPJ ativos e que fazem pedidos semanalmente. A meta para o final deste ano é dobrar este número.
A chave para chegar até esses brechós consiste em uma comunicação altamente segmentada e direcionada nas redes sociais.
"Qual é a isca da história que a gente conta na comunicação? É o desconto, um desconto muito atrativo para o acesso e compra de marcas de moda premium e que todos os pessoas querem", detalha o sócio. Somente depois que os perfis dos brechós são aprovados é que eles têm acesso às marcas disponíveis no Mercado Único e podem fazer seus pedidos.
Negócio circular começou no ramo alimentício
A startup foi fundada em 2023, com foco no ramo alimentício. Juliano, porém, considera que essa foi a "fase de testes" do negócio, que se reinventou um ano depois, migrando para o ramo da moda.
No setor dos alimentos, a ideia era a mesma: fazer circular excessos de estoques que ficavam em grandes supermercados para pequenos varejos. Mas a ideia esbarrou nos desafios do setor de alimentos, como os prazos de validade e a baixa margem de lucro.
Ao migrar para a moda, Melo explica que a grande questão para os grandes varejistas são as coleções e sazonalidade das peças, o que é facilmente abraçado pelo mercado dos brechós.
"A cada três meses lança-se uma nova coleção, mas sempre tem um repique ali no meio do verão, no meio do inverno, para trazer silhuetas novas, cores novas, etc. Então, para acompanhar essa dinâmica, existe essa pressão pela entrada de produtos novos com volumetrias novas. E o que não se vendeu nos trimestres anteriores, que é o remanescente, é chamado pelas lojas de produto depreciado", explica o CRO.
Para evitar que as lojas fiquem com esses acúmulos nos estoques, que terão que ser postos à venda com preços cada vez mais baixos, o Mercado Único entra no meio dessa cadeia e insere os brechós na transação.
"Quando o Mercado Único vira a mira para focar justamente nessa dor e mitigar e sanar a dor dessa indústria, o segmento de moda, ele ao mesmo tempo traz uma novidade. Traz uma solução de canal de distribuição que basicamente ninguém estava vendo, que são os brechós", define o sócio.
Fonte: Portal Terra
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