Amapiano é um gênero musical originário da África do Sul, que emergiu como um fenômeno global no início da década de 2020. O estilo é uma fusão de kwaito, deep house, gqom, jazz e música soul. O nome deriva da língua zulu, significando literalmente "os pianos". O gênero é amplamente reconhecido pelo uso proeminente de sintetizadores e, especialmente, pelas linhas de baixo percussivas conhecidas como log drums.
História As raízes do amapiano remontam à cultura musical da África do Sul que, desde a década de 1980, experimentava com ritmos como o bubblegum e o boogie. Na década de 1990, surgiu o Kwaito, que serviu de base estrutural para o género. Por volta de 2010, enquanto o kwaito saturava no mainstream, surgiram duas ramificações principais: o Gqom (mais denso e percussivo, focado em Durban) e o amapiano (mais melódico e espacial, focado em Gauteng). Diferente do Gqom, que é associado a uma sonoridade mais sombria e tensa, o amapiano surgiu como uma alternativa etérea e "espacial", recuperando elementos do jazz e do deep house. A sua autoria é disputada entre os subúrbios de Pretória e Joanesburgo, tendo-se tornado um catalisador de liberdade criativa nas townships.
Características musicais O género é caracterizado por um andamento cadenciado, geralmente entre 110 e 115 BPM. Ao contrário de outros estilos de música eletrónica africana que privilegiam os MCs, o amapiano devolveu o protagonismo aos vocalistas, criando um espaço entre os sintetizadores e melodias de piano. Outro elemento distintivo é o uso de modulações e ecos que distorcem o tempo e o espaço, criando uma atmosfera progressiva. A introdução do "log drum" (um som de percussão cru que simula troncos de madeira) tornou-se a assinatura rítmica global do estilo.
Referências